Dia da Bíblia: agora Macapá tem a sua Praça da Bíblia
A largura histórica do dia de hoje está ligada ao fato de que nos mais de 260 anos de história, Macapá nunca ter tido um político ou outra autoridade qualquer que empenhasse esforços para construir um local que, simbolicamente, expressasse o respeito e a consideração com o livro maior de nossa sociedade cristã, o mais importante da humanidade, a Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus.
No caso do estado do Amapá, desde o dia 20 de dezembro de 1991, quando a Constituição estadual foi promulgada, ou seja, há 34 anos, a determinação da construção da praça estava prevista no Título X - Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, mormente no Art. 28: “Fica o Poder Executivo autorizado a construir, na capital do estado, a Praça da Bíblia, com o respectivo monumento, destinado às festividades religiosas”. Mas nenhum gestor estadual, nesse período, colocou em prática tal dispositivo constitucional.
Todavia, coube a um gestor municipal, o atual prefeito de Macapá, Antonio Furlan, entrar para a História do Amapá e do Brasil como o construtor da primeira Praça da Bíblia na Capital. Ou seja, o que nenhum governador conseguiu, o prefeito da capital fez, mostrando que faltava apenas vontade política de fazê-lo.
A inauguração da Praça da Bíblia aconteceu na noite de 29 de novembro de 2023, uma quarta-feira, véspera do Dia do Evangélico (que se celebra em 30 de novembro, conforme Lei Estadual nº 827/2004).
Naquela noite, a cidade parou para ver a festa gigantesca promovida pela Prefeitura de Macapá, no novo monumento, localizado na esquina da Rua Hildemar Maia com a Avenida Ataíde Teive, no bairro Santa Rita, Zona Central da capital. No dia da inauguração, uma multidão de mais de 40 mil pessoas tomou conta do logradouro público e suas adjacências.
3. Detalhes da Praça da Bíblia macapaense. Vale destacar publicamente que a Praça da Bíblia foi construída em um terreno de 1.200 m². O investimento foi de R$ 152 mil, oriundos exclusivamente do Tesouro Municipal. O local possui, ainda, playground com alambrado; academia ao ar livre; bancos para contemplação; rampas de acessibilidade; iluminação; calçamento em piso paver – peças retangulares fabricadas em concreto – e piso tátil. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam), da Prefeitura de Macapá, decorou o cartão-postal com as seguintes espécies de plantas: duas “sete copas africanas”; três oitizeiros e três oliveiras – estas últimas fazem alusão às variadas passagens bíblicas que se referem à planta, como os versículos de Lucas 22.39-40.
4. A Lei brasileira da Bíblia: Em 19 de dezembro de 2001, há 24 anos, na época da presidência de Fernando Henrique Cardoso, foi promulgada a Lei nº 10.335, que institui o Dia da Bíblia. A data nacional é uma referência ao dia criado pelos ingleses no século XVI. Diz o art. 1º da citada Lei Federal: “Fica instituído o Dia da Bíblia, a ser celebrado no segundo domingo do mês de dezembro de cada ano, em todo o território nacional”.
6. Relevância do Dia da Bíblia para a historiografia cristã amapaense: A relevância histórica tornou-se destaque por questões relacionadas à reforma protestante e à contrarreforma, quando Bíblias foram queimadas ao pé do Cruzeiro localizado na Praça Veiga Cabral, no Centro de Macapá, quando da chegada dos primeiros protestantes, em 1916. Agora, um século depois, Macapá ganhou sua Praça da Bíblia. Um ato de profundo simbolismo, reflexão e de resgate histórico.
DESTAQUES DA SEMANA
1 - Fato histórico. Prefeito da capital cumpre dispositivo da Constituição ignorado pelos governadores.
2 - Em memória. Igreja AD – A Pioneira e família do Pastor Oton agradecem ao prefeito pela honrosa homenagem.
3 - Grande multidão. Crentes e católicos têm respeito ao livro sagrado reconhecido pelas leis do país.
GESTÃO
ESPECIAL
A obra é resultado concreto da parceria interinstitucional entre a Universidade Federal do Amapá (Unifap) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do programa de Doutorado em Direito (pós-graduação stricto sensu) que se consolida como um polo de excelência acadêmica na região amazônica. O conteúdo do livro foi desenvolvido por um núcleo de pesquisadores do doutorado jurídico da Unifap, dedicados ao estudo do Direito do Petróleo, liderado pelo professor e promotor de Justiça Iaci Pelaes. Os pesquisadores aprofundam suas investigações sobre os desafios jurídicos, sociais e ambientais relacionados ao petróleo da Margem Equatorial brasileira, cuja maior jazida petrolífera da região encontra-se na costa do Amapá.
REFLEXÃO
Tema: Personagens bíblicos pouco falados. Xerxes, escolhido para um propósito específico. Ester 1.2, tradução NVI: “Naquela época o rei Xerxes reinava em seu trono na cidadela de Susã”. Xerxes, do grego, quer dizer “líder”. No hebraico escreve-se Assuero.
Contexto histórico: Não existe pessoa na Bíblia com a letra W, Com “X,” existe apenas um personagem, o rei persa Xerxes, marido da rainha Ester. Esse Xerxes da Bíblia é identificado como Xerxes I (reinou 486-465 a.C.), da dinastia Aquemênida, conhecido por suas campanhas militares, como a invasão da Grécia. A postura do rei Xerxes diante da questão da rainha Ester e do povo judeu versus as artimanhas de Hamã, lembra de igual forma a postura de outro rei persa chamado Ciro, que libertou Israel do cativeiro. São figuras escolhidas por Deus para a realização de um propósito específico (Isaías 44.28; 45.1).
Lições de Vida: 1. Deus usa pessoas estranhas para nos abençoar (2 Rs. 25.27); 2. Xerxes evoca grandiosidade (Ver parábola do Bom Samaritano, em Lc. 10.25-37); 3. Liderança e poder segundo o coração de Deus (1 Sm. 13.14).
FICA A DICA
ABC do Petróleo. Letra W - Wayãpi. A palavra possui etimologia indeterminada e grafias variadas (Wayampi, Wajãpi, Waiãpi, Guaiapi etc). O termo contém a ideia de “povo”. Denomina os indígenas da família linguística Tupi-Guarani, que vivem principalmente no Amapá (entre os rios Oiapoque, Jari e Araguari) e na Guiana Francesa, conhecidos por sua forte conexão com a floresta e história de resistência. Wayãpi é uma autodenominação do grupo, conhecido por sua rica cultura, xamanismo e pintura corporal. O nome da cidade de Oiapoque deriva de Waiãpi + Oca = “Casa dos Waiãpis”. Assim, com a descoberta de petróleo na região de Oiapoque, os vocábulos waiãpi e petróleo passam a ter correlação em aspectos econômicos, culturais etc.













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