Publicado no Jornal A Gazeta - Coluna Tribuna Cristã nº 915 – 13.09.2026
Eleições 2026: Critérios bíblicos para saber em quem votar
O mundo vive grande crise de polarização política, uma divisão ideológica que invadiu casamentos, famílias, grupos de amigos e até mesmo igrejas locais, provocando cisões e inimizades entre irmãos.
A bem da verdade, durante muitos anos a máxima de que "crente não se envolve com política" ou "política é coisa do diabo", fez que a maioria dos cristãos evangélicos atuais crescessem com uma visão superficial sobre a política e atingissem apenas uma filiação religiosa sobre o tema, com um histórico de a igreja não discutir política com profundidade.
Consequentemente, essa atitude formou um público evangélico que, em geral, não é bem informado sobre o tema em foco, de maneira a ficar alienado. Entretanto, por conta da obrigatoriedade, muitos votam de forma errada ou de forma descompromissada com nossos princípios e valores. Isso nos obriga a ter que aceitar que, se o cristianismo tem pouco a argumentar sobre política, por conseguinte, também tem pouco a contribuir com ela, o que não é verdade.
Por outro lado, uma visão teocrática para a política atual onde se apela a usar o Estado para obrigar pessoas à fé cristã, não se evidencia no mundo real. Da mesma forma, silenciar e se omitir de falar da fé cristã na esfera pública curvando-se às ideologias, não se constitui um elemento hermenêutico político correto para a igreja escolher. Igualmente, demonizar a política aferindo a ela uma posição de igualdade com qualquer coisa má, não produz benefícios à igreja e nem contribui para um crescimento politizado de seus fiéis.
Em tese, a Igreja como organismo realmente não precisa da política, ela está alicerçada e firmada em Jesus, nosso Senhor, pois ele mesmo disse: "Também eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela". – Mateus 16.18.
Nessa perspectiva, quando falamos da igreja local, como organização, essa deve estar estabelecida de acordo com a legislação e normas vigentes do país onde está sediada, e se submeter às autoridades constituídas, cuja autoridade governamental é exercida pelos políticos – Romanos 13.1-7.
Nessa ótica, quando o apóstolo Paulo fala sobre sujeição à autoridade, não está se referindo simplesmente a homens como pessoas físicas, mas à responsabilidade outorgada aos tais. Na velha aliança, tais funções eram outorgadas pelo próprio Deus, mas hoje, no caso do poder público, são delegadas pelos eleitores através do voto. O voto do cidadão é a procuração para que os políticos governem durante a gestão do seu mandato.
Somos hoje milhões de cristãos nesta Nação e, portanto, é necessário que tenhamos gente com base sólida e doutrinária para nos representar sem promover vexame ao nome de Jesus.
Se os justos negligenciarem, haverá ímpios suficientes que assumirão a missão. Portanto, necessário se faz colocar representantes nas esferas públicas políticas e, para isso, alguns critérios devem ser estabelecidos pelo eleitor, a saber: a) Considerar qual é a filosofia do partido do candidato; b) Pesquisar a história política do candidato, desde o início de sua carreira política, para saber de seu pensamento sobre política e compromisso com o eleitor; c) Averiguar os seus feitos em favor da sociedade desde sua primeira eleição; d) Ler com atenção seu programa de governo executivo ou legislativo e detectar se ele se aproxima dos princípios e valores cristãos.
Creio que devemos enfrentar o desafio de não falharmos no ensino do nosso povo sobre tema de tamanha relevância. Salomão diz: "¹⁴ Não havendo direção sábia, o povo fracassa; com muitos conselheiros, há segurança". - Provérbios 11.14. Fonte: Pr. Carlos Roberto Silva. Artigo original publicado na Revista Obreiro Aprovado - Edição Ano 49 - número 113 da CPAD.
DESTAQUES DA SEMANA
1- A maioria dos políticos ímpios quer esvaziar o direito de cidadania dos eleitores cristãos.
2- Eleitores católicos e evangélicos não devem votar em candidatos que são contra os valores cristãos.
3- A parábola do espinheiro ilustra o perigo de deixar maus candidatos vencerem as eleições.
GESTÃO
EM BREVE: Festa Unificada da AD – Shalom. Sob a Coordenação Geral do Pastor Besaliel Rodrigues, a Igreja Assembleia de Deus – Jeová Shalom convida a todos para participar da Festa Unificada dos Departamentos (Obreiros, Círculo de Oração, Ministério de Louvor, Jovens e Crianças). Detalhes do Evento: 1. Tema: Vivendo em perfeita unidade (João 17.23); 2. Data: 31 de outubro (Aniversário da Reforma Protestante) e 1º de novembro de 2026 (Dia Nacional dos Protestantes); 3. Horário: A partir das 19 horas; 4. Endereço: Rua Antônio Vidal Madureira, 2297, Novo Horizonte, Zona Norte de Macapá/AP; 5. Contato: (96) 99123-5663; 6. Ver redes sociais.
Diz João 17.23: "Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim.".
O Propósito da Unidade: Nesta Oração Sacerdotal, Jesus enfatiza que a união entre os cristãos (espelhada na comunhão entre o Pai e o Filho) serve como testemunho para o mundo reconhecer o amor de Deus e a missão de Cristo. Venha participar desta grande festa na presença do Senhor Jesus! Amém!
ESPECIAL
O povo santanense é um gigante que tateia pela escuridão dos séculos o espelho que revele a sua grandeza refletida no valor de seus feitos do passado construindo num enredo cheio de reviravoltas, com sucessivas conquistas, abandonos e posteriores soerguimentos, às vezes, literalmente do nada. A história de Santana faz refletir sobre sua trajetória e conecta com os predecessores, descobrindo a origem da resiliência em um passado que é uma fonte inesgotável de coragem e inspiração.
Diz o autor da obra: “Falar sobre a nossa origem foi uma tarefa que exigiu muito de mim. Do insight inicial das pesquisas até a última linha, este livro foi reescrito diversas vezes, O motivo? Foi uma obra concebida para ser leve e narrativa, mas que no decorrer da pesquisa acabou revelando novas partes de nosso quebra-cabeça civilizatório que estavam soltas e que apontam para um entrelaçamento da constituição do município com a própria gênese do Amapá.”.
REFLEXÃO
Exemplos de Orações Notáveis da Bíblia: Jeoacaz e a oração feira por um indigno. 2 Reis 13.4: “Porém Jeoacaz suplicou diante da face do Senhor; e o Senhor ouviu; porque viu a opressão de Israel, pois o rei da Síria os oprimia.”. Jeoacaz foi um rei de Israel, mas não é um personagem bíblico exemplar.
O início de 2 Reis 13 mostra que ele era uma pessoa indigna. O texto não suaviza a verdadeira personalidade do mesmo. Entretanto, a oração dele ensina algo que atravessa toda a Escritura: Deus ouve o clamor do aflito, mesmo quando o aflito não é digno. Não foi a justiça do rei Jeoacaz que abriu os céus, foi a compaixão de Deus pela opressão do povo. O episódio ainda mostra que o livramento sem arrependimento é um adiamento, não uma cura. A mesma mão que respondeu à súplica esperava resposta que não veio: a conversão.
A maior lição que o texto registra com clareza é o limite daquele livramento: "Contudo, não se apartaram dos pecados da casa de Jeroboão" (2 Rs 13.6). O povo voltou às suas tendas, sem voltar ao seu Deus. A opressão diminuiu, o pecado permaneceu. Por isso o alívio foi real, porém provisório, e Israel permaneceu no exílio.
FICA A DICA
Legislação do Petróleo. O Microssistema Jurídico Conexo: Legislação Transversal e Diálogo das Fontes no Direito do Petróleo – Parte VI.
A Legislação Setorial específica e regulamentos da Agência Nacional do Petróleo (ANP) é um conjunto vasto e dinâmico de normas detalhadas emitidas pela Agência Nacional do Petróleo – ANP, regulamentando aspectos técnicos, operacionais, de segurança e ambientais da indústria do petróleo e gás natural.





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